Agente transformador

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Agente transformador

Eduardo Carvalho, Harvard Fellow, diretor da ABA – publicado no Jornal do Commercio, Recife, 29 de junho de 2018.

Vivemos num mundo interconectado, em transformação intensa. Os problemas são complexos. Para solucioná-los, precisa-se de pessoas competentes em pensamento sistêmico e experiências mundo afora. Os desafios sociais requerem agentes transformadores, ou seja, pessoas capazes de identificar problemas e liderar ações colaborativas para resolvê-los, com repercussão positiva neles mesmos, nos bairros onde vive e no mundo.

Agentes transformadores são solucionadores criativos de problemas. Eles podem organizar uma campanha, liderar uma causa, criar organizações que sirvam à comunidade e melhorar a vida de Muitas pessoas. É importante tornar-se um agente transformador desde jovem. O processo requer experiência. O aluno que consegue gerar uma transformação, ainda na escola fundamental, ganhará confiança para realizar outras mudanças, com provável impacto social maior.

A criança pode iniciar como um youtuber, criar um App, desenvolver um jogo (usando, por exemplo, Scratch) e até criar uma campanha no próprio condomínio ou na escola. Para criar motivação, o jovem deve se questionar: qual é a minha paixão? Identificando-a e aplicando-a a um problema que considere importante resolver, inicia a trajetória de agente transformador. Entretanto, além da paixão precisa de habilidades e competências. É essencial ser empático (compreender bem as pessoas e os grupos afetados pelo problema); colaborativo e líder; comprometido com a mudança; e ter visão para enxergar como será o cenário após a transformação.

Os agentes transformadores ativam as redes de parceiros globais, os empreendedores sociais,
empresários, agentes de comunicação, políticos e ativistas, construindo assim um conjunto favorável de pessoas para a mudança acontecer. O mundo precisa de muitos agentes transformadores, que devem ser cultivados desde criança, no ambiente escolar, na família. A cultura da comunidade onde vive faz uma grande diferença. Para ser transformador, é desejável que o ambiente cultural seja formado por jovens que crescem aprendendo teoria e prática de mudança; e empresários parceiros para criar soluções. Num contexto assim, a filantropia é estimulada, a imprensa é comprometida em divulgar casos de transformaçãoe os agentes transformadores são a regra, não exceção. Não há limite de idade nem nível de educação formal para ser agente transformador. O requisito principal é sentir-se motivado (a) a liderar uma mudança sustentável para o bem de uma comunidade.

Asllyniky Oliveira
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