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29/05/2018

Educação global

As pessoas devem estar preparadas para um mundo onde as oportunidades de sucesso requerem habilidades para a competição e colaboração globais.

Artigo publicado no Jornal do Commercio, Recife, 25 de maio de 2018.


Educação global
Eduardo Carvalho, Harvard Fellow, diretor da ABA Global Education


As pessoas devem estar preparadas para um mundo onde as oportunidades de sucesso requerem habilidades para a competição e colaboração globais. Os projetos de consultoria, os diagnósticos médicos e as operações financeiras, por exemplo, são algumas das atividades que podem ser realizadas a partir de outros países. A globalização intensificou-se nessa última década com as redes sociais, a internet e o desenvolvimento de plataformas virtuais. A transnacionalização das empresas foi marcante, assim como o processo de fusão que criou megacorporações com investimento de fundos.


Algumas nações avançaram em acordos comerciais transnacionais. Ampliou-se o processo de inovação, produção, venda e distribuição. As causas ambientais passaram a ser muito mais foco das discussões globais. O sistema de informação global foi ampliado e aperfeiçoado e possibilitou a comparação do desempenho das nações através de inúmeros indicadores.


O resultado foi uma grande transformação social, política e econômica que impacta as relações pessoais e as transações comerciais. A circulação de ideias, pessoas, mercadorias e capital ao redor do mundo foi acelerada. Redes internacionais de conhecimento foram criadas. Compreender a globalização, os seus fundamentos e as implicações é a chave para reconhecer e responder às pressões do mundo dos negócios e da competitividade entre as nações. Esse processo resultou num aumento significativo da competitividade global.


O cenário requer que a nação seja inovadora em escala global; invente tecnologias, sistemas, produtos e serviços competitivos no mundo. É a realidade de Cingapura, da Suíça, dos EUA, da Holanda e de outros países que lideram os rankings de competitividade global e inovação.
Ações dessa natureza geram renda per capita de país desenvolvido.


O mundo aumenta a demanda por habilidades de alto nível, o que pressupõe, sobretudo, um modelo educacional para preparar o aluno para Think, act and interact beyond the borders (Pensar, agir e interagir além das fronteiras), tornando-se Globally competent. O processo requer que o aluno aprenda a compreender o mundo; analisar os cenários; comunicar as ideias para diversas audiências; e agir/atuar, transformando as ideias em ações inovadoras para melhorar/solucionar os problemas globais. Ele ocorre em escolas conectadas com o mundo, que desenvolvem as habilidades do século 21, das inteligências múltiplas, do domínio de outros idiomas, fundamentalmente o Inglês. Assim, o aluno poderá pesquisar sobre as referências e os modelos além das fronteiras e desenvolver projetos em parceria com redes internacionais.



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