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07/07/2017

Formar empreendedores

Artigo de Eduardo Carvalho publicado no Jornal do Commercio

O desemprego entre os jovens é um grande desafio para a sociedade global. Em 2016, cerca de 75 milhões dessa população economicamente ativa encontravam-se sem ocupação profissional e 87%, em países emergentes. A produtividade cresce na maioria dos países, o que significa redução de pessoas para produzir a mesma quantidade de produtos e serviços. A expectativa de vida tem aumentado e resulta na permanência do trabalhador no mercado profissional por mais anos.


O cenário atesta a necessidade de mais empregos. Para que isso ocorra, o Fórum Econômico Mundial apregoa que educação empreendedora é fundamental para a competitividade global porque a inovação e o empreendedorismo são os geradores de empregos e renda. Um passo natural para o crescimento do empreendedorismo é incluí-lo, enquanto programa, no currículo escolar. O argumento é do Aspen Youth Strategy Group, que faz parte do The Aspen Intitute, com sede nos EUA.


De acordo com especialistas do Instituto americano, a inserção de um programa de empreendedorismo deve agregar a mudança do sistema educacional, da era da revolução industrial, que tem como foco o emprego. Para atender o modelo de empreendedorismo inovador, a escola precisa criar um ambiente esteticamente atrativo e com tecnologia de ponta. A cultura escolar deve ser inovadora, com práticas de gestão e equipe num contexto de "great place to work", e o ambiente cognitivo e não cognitivo, rico e diverso.


Diversos pesquisadores do assunto constatam que empreendedores são um mix de características genéticas e de desenvolvimento. E que o empreendedorismo é despertado em ambientes adequados, que criem oportunidades. Portanto, para que o "click empreendedor" ocorra o indivíduo precisa estar preparado, no lugar e no momento certos e com a atitude adequada.


O diferencial para o empreendedor está na sua capacidade de resolver problemas de forma criativa Para isso, ele precisa, desde criança, desenvolver a curiosidade, a imaginação, a disposição para assumir riscos e ser colaborativo. As experiências da vida vão potencializar ou inibir essas habilidades. A escola tem um papel fundamental nesse processo para as crianças e os jovens, em conjunto com a família.


Um estado pesado, burocratizado e que pratica uma elevada carga de impostos arrasa o estímulo ao empreendedorismo. A cultura empreendedora inovadora e ética precisa ser incentivada para o país crescer e gerar bons empregos.



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