Agente Transformador

Agente Transformador

Vivemos num mundo interconectado, em transformação intensa. Os problemas são complexos. Para solucioná-los, precisa-se de pessoas competentes em pensamento sistêmico e experiências mundo afora. Os desafios sociais requerem agentes de transformação, ou seja, pessoas capazes de identificar problemas e liderar ações colaborativas para resolvê-los, com repercussão positiva em si próprios, nos bairros onde vivem e no mundo. Agentes
de transformação são solucionadores criativos de problemas.

Eles podem organizar uma campanha, liderar uma causa, criar organizações que sirvam à comunidade e melhorar a vida de muitas pessoas. É importante tornar-se um agente de transformação desde jovem. O processo requer experiência. O aluno que consegue gerar uma transformação, ainda na escola fundamental, ganhará confiança para realizar outras mudanças, com provável impacto social maior. A criança pode iniciar como um youtuber, criar um App, desenvolver um jogo (usando, por exemplo, Scratch) e até criar uma campanha no próprio condomínio ou na escola.

Para criar motivação, o jovem deve se questionar: qual é a minha paixão? Identificando-a e aplicando-a a um problema que considere importante resolver, inicia a trajetória de agente transformador. Entretanto, além da
paixão, precisa de habilidades e competências. É essencial ser empático (compreender bem as pessoas e os grupos afetados pelo problema); colaborativo e líder; comprometido com a mudança; e ter visão para enxergar como será
o cenário após a transformação. Os agentes de transformação ativam as redes de parceiros globais, os empreendedores sociais, empresários, agentes de comunicação, políticos e ativistas, construindo assim um conjunto favorável de pessoas para a mudança acontecer.

O mundo precisa de muitos agentes de transformação, que devem ser cultivados desde criança, no ambiente escolar, na família. A cultura da comunidade onde vive faz uma grande diferença. Para ser transformador, é desejável que o ambiente cultural seja formado por jovens que crescem aprendendo teoria e prática de mudança; e empresários parceiros para criar soluções. Num contexto assim, a filantropia é estimulada, a imprensa é comprometida em divulgar casos de transformação e os agentes transformadores são a regra, não a exceção.

Não há limite de idade nem nível de educação formal para ser agente de transformação. O requisito principal é sentir-se motivado(a) a liderar uma mudança sustentável para o bem comum de uma comunidade, que pode
ser numa escola, num clube, numa empresa, numa congregação religiosa, num bairro, numa cidade, num país, no mundo. Esta publicação resume um conjunto de reflexões e propostas sobre temas que colaboram para a evolução da consciência cidadã global e a formação de agentes transformadores para a construção de um mundo melhor, menos desigual, mais digno.

Sophia Ramos
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