Empreender com Inovação

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Empreender com Inovação

Neste dia 25 de junho, um artigo de Eduardo Carvalho, diretor da ABA Global Education, sobre empreendedorismo e inovação foi publicado pela Folha de Pernambuco. Confira o artigo abaixo.

Na era da globalização, cada vez mais intensa, o Brasil despenca em indicadores globais. Em 2014, o World Economic Forum, indicador de competitividade global, registrou que o país estava em 570 lugar num ranking de 144 países, e em 2015 caiu para a 75a colocação. Segundo o indicador de Inovação Global-INSEAD/Organização de propriedade intelectual, há dois anos a posição do Brasil era a 61a, no ano passado caiu para o 700 lugar.

Outros indicadores apresentam posições ainda piores do Brasil. De acordo com o GEDI Institute, indicador de empreendedorismo global, o Brasil ocupou o 920 lugar numa lista de 131 países. O indicador de liberdade econômica do The Wall Street Journal/The Heritage Foundation aponta o Brasil na 122a posição numa relação de 178 países pesquisados.

O cenário urge por ações efetivas para estimular o empreendedorismo inovador. Estamos na era em que as empresas e nações se diferenciam cada vez mais pela inovação. Inovação é o alavancador da economia do mundo globalizado, e também cria sustentabilidade. Para alcançar esse estágio, é fundamental investir em pesquisa e no processo de benchmark global.

Essas ações podem resultar em inovação numa escala mundial e trazer benefícios significativos para a empresa ou para o país detentor desse know-how. No Brasil, o investimento para criar inovação é muito baixo se comparado a nações desenvolvidas, obrigando-nos a pagar royalties, que oneram o custo Brasil e enriquecem as empresas e as nações inovadoras.

Para alavancar esse processo, precisamos, entre outras ações, ter capacidade para atrair os melhores cérebros do mundo, como ocorre nas top universities dos Estados Unidos, do Reino Unido, Canadá, entre outros países. Nessas universidades, pesquisadores elaboram projetos colaborativos com top brains, que resultam em inovações transformadas em patentes e geram bons dividendos e prêmios Nobel a esses países. Atrair essas top universities também é outro modelo praticado na Coréia do Sul, China, no Qatar, nos Emirados Árabes, em Cingapura, entre outros países.

As top universities instaladas no Brasil poderão ser benchmark para que o nosso modelo universitário evolua em visão, estrutura, organização e recursos e possa conquistar credibilidade de empreendedores para juntos desenvolverem projetos inovadores. Isso só ocorrerá, entretanto, se o governo colocar a inovação no topo das prioridades, como exemplarmente acontece em Cingapura e na Coréia do Sul.

Ambos foram países pobres na década de 1960 que, por terem priorizado a inovação, alavancaram o sistema educacional básico para ser um dos melhores do mundo. Criaram um ecossistema atrativo no país para pesquisadores de alto calibre global e o resultado foi a criação de um modelo de inovação exemplar. Em Cingapura, por exemplo, um dos focos são Ciências Biológicas. Para criar produtos inovadores, o país organizou uma estrutura com cerca de mil PhDs originários de top universities no mundo.

A Coréia do Sul adotou um modelo semelhante para outras indústrias. O processo trilhado por ambos os países exigiu um conjunto simultâneo de ações que, além dos mencionados, incentivou a capacitação de milhares de jovens e professores nas melhores universidades do mundo. Dessa forma, a receita do país cresceu o bastante para a sua renda per capita tornar-se compatível com a dos países desenvolvidos.

Há vários fatores que inibem esse processo de inovação, alavancador de crescimento sustentável de renda per capita. Entre eles: as prioridades estabelecidas pelo governo; as ausências de centros de pesquisa para gerar patentes brasileiras, que não são criados por empresas industriais, filiais de grandes multinacionais; o domínio restrito da língua inglesa; modelos educacionais focados em preparar para o ENEM; e a maioria das escolas de ensino superior focadas em produzir certificados de graduação.

Há cada vez mais filiais de grandes redes de ensino mundial que estão distantes de ser consideradas tops no mundo. Vamos aprender com a Coréia do Sul, Cingapura e outros países exemplares e criar um modelo brasileiro que nos tome uma das nações mais competitivas do mundo, gerando empregos de qualidade para elevar a nossa renda per capita ao nível de países desenvolvidos.

Abaixo está o clipping do artigo original.

Empreender com Inovação

ABA Admin

ABA Global Education é um centro educacional com serviços de ensino de idiomas, escola infantil e fundamental, orientação para estudos e carreira no exterior, escola de habilidades do século 21, laboratórios maker e de fabricação digital, treinamento para educadores e gestores, e centro de eventos para negócios.

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