Grandes empreendedores

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Grandes empreendedores

No dia 8 de março um artigo de Eduardo Carvalho, diretor executivo da ABA Global Education foi publicado no Jornal do Commercio. A artigo trata do tema empreendedorismo e o quanto ele é importante para o desenvolvimento do país.

Na ABA oferecemos programas de empreendedorismo na Global School a partir dos 6 anos e aberto ao público a partir dos 8 anos. Procure mais informações na recepção.

Abaixo o artigo é reproduzido na íntegra.

Grandes empreendedores

O mundo precisa de empreendedores (e grandes!) como Henry Ford, Thomas Edison, Steve Jobs e Bill Gates, que criaram empreendimentos de grande impacto global. Mas por que há poucos exemplos como esses gênios? A resposta está na falta de preparo dos jovens para desenvolver a “mentalidade empreendedora”, concluiu o Aspen Institute. A mentalidade empreendedora compreende um conjunto de atitudes e iniciativas orientadas para o sucesso. Fundamentalmente, inteligência para assumir risco e capacidade para identificar oportunidades, transformando-as em negócios.

O desemprego de jovens torna-se um grande desafio para a sociedade global. Cerca de 75 milhões de jovens estão desempregados, 87% deles em países em desenvolvimento. Há países como Espanha e Grécia onde esse indicador se aproxima de 50%. No Brasil, cerca de 40% dos jovens entre 18 e 24 anos não trabalham. Desse total, 24% também não estudam.

A produtividade cresce na maioria dos países, o que significa ter menos pessoas para produzir a mesma quantidade de produtos e serviços. A expectativa de vida tem aumentado e resulta na permanência do trabalhador por mais anos no mercado de trabalho.

Esses fatos demonstram a necessidade de se ter mais empregos. Entretanto, mais empregos qualificados em sistema com produtividade elevada. O Fórum Econômico Mundial constata que educação empreendedora é fundamental para a competitividade global porque inovação e empreendedorismo são os geradores de empregos com boa renda.

Um passo natural para o crescimento do empreendedorismo é incluir no currículo escolar um programa com esse fim. O argumento é do Aspen Youth Strategy Group, sediado nos EUA. Essa ação é importante, mas não é o suficiente porque o sistema educacional vigente é da época da Revolução Industrial, focado em memorização, resultados previsíveis e prepara os alunos para empregos.

Cada vez mais as pessoas precisam ser empreendedoras e desenvolver a capacidade de transformar ideias em ações. O diferencial para o empreendedor está na capacidade dele próprio em resolver problemas de forma criativa. Para isso, ele precisa desde criança desenvolver a curiosidade, a imaginação, a disposição para assumir riscos e ser colaborativo.

As experiências da vida potencializam ou inibem essas habilidades. Pesquisadores constatam que empreendedores são um mix de características genéticas e desenvolvimento. Também concluem que o empreendedorismo é despertado em ambientes adequados, que criem oportunidades. Portanto, para acontecer o ‘clique empreendedor’ o indivíduo precisa estar preparado, estar no lugar certo, no momento correto e com atitude adequada.

Há vários tipos de empreendedores: 1) que por necessidade empreende para a sua sobrevivência e da família, e é muito comum em países como o Brasil. Eles são forçados a escolher ser empreendedor por não ter melhor opção. 2) expansionista, ou seja, que escalona um negócio de necessidades básicas, podendo ser uma franquia; 3) Inovador, que oferece algo único em relação ao que existe no mercado, podendo expandir para outros mercados; 4) social, aqueles que são agentes de mudança para uma sociedade melhor; e 5) intraempreendedor, que tomam a própria atividade numa empresa única e também podem expandi-la.

Vivemos num País em que o estado é pesado, burocratizado, com carga de impostos elevada, corrupto, cenário que arrasa o estímulo ao empreendedorismo sustentável e ético. A consequência é que jovens talentosos, com genes de empreendedorismo e pais empreendedores desistam da missão familiar e se isolem em órgãos públicos ou migrem para outros países.

Para tornar-se uma nação desenvolvida, o Brasil precisa incentivar a criação de uma cultura empreendedora, principalmente do empreendedorismo inovador-expansionista, liderado por grandes empreendedores, gerador de empregos de renda acima de classe-média alta. Atualmente, as médias e grandes empresas representam apenas 2% do total de estabelecimentos empresariais do País.

Eduardo Carvalho, diretor da ABA Global Education

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ABA Global Education

ABA Global Education é um centro educacional com serviços de ensino de idiomas, escola infantil e fundamental, orientação para estudos e carreira no exterior, escola de habilidades do século 21, laboratórios maker e de fabricação digital, treinamento para educadores e gestores, e centro de eventos para negócios.

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