Ondas do bilinguismo

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Ondas do bilinguismo

Publicado no Jornal do Comercio, no dia 28 de setembro, por: Eduardo Carvalho, Harvard University Fellow e diretor do Instituto de Cidadania global.

Na década de 1980, aconteceu a onda de expansão das franquias dos cursos de Inglês. Posicionavam-se com propostas de aprendizado em tempo muito mais curto que as redes de centros binacionais.

Havia até curso onde o aluno poderia “aprender Inglês” em 24 horas. Na década de 1990, algumas escolas de ensino básico entraram na onda, ao firmar parceria com cursos de Inglês, num modelo em que professores da franquia ministravam as aulas de Inglês no ecossistema da escola e os alunos adquiriam o material didático. Os pais das crianças e dos adolescentes concluíram que esse modelo não tornaria seu/sua filho (a) fluente no idioma. A maioria das escolas desistiu dessa onda.

Em 2004, iniciou-se uma nova onda de aprendizado bilíngue, dessa vez com a implantação de escola bilíngues. A cidade de São Paulo foi pioneira,com a implantação de cerca de 20 escolas que propagavam ser bilíngues. Tivemos o interesse em visitar todas, e concluímos que apenas duas poderiam ser denominadas de bilíngues. A onda cresceu com a chegada ao Brasil da Maple Bear Canadian School, em 2005. Além do diferencial em oferecer um modelo educacional verdadeiramente bilíngue, a MapleBear agregou, sobretudo,a excelência da educação canadense.

Com o sucesso da MapleBear, surgiram no cenário as redes de franquias para implantação do bilinguismo nas escolas. Os modelos são variados, mas predominantemente cursos de Inglês instalados na unidade escolar, uma volta à década de 1990. O ecossistema das escolas é inadequado para o aprendizado do idioma estrangeiro. As salas de aula são numerosas e os alunos de cada série são desnivelados no conhecimento do idioma, entre outros fatores negativos.

Numa verdadeira escola bilíngue, nas três primeiras séries, as crianças com idades entre um ano e meio e 4 anos de idade estão inseridas num ambiente de imersão na língua inglesa. As professoras utilizam apenas o inglês para se comunicar com os alunos em todas as atividades escolares, além de explorar as várias áreas do conhecimento através dessa língua. A partir dos cinco anos, os alunos são expostos a ambas as línguas, inglês e português. À medida que os alunos aprendem a ler e escrever na língua materna, também o fazem na segunda língua, o que possibilita a alfabetização em ambos os idiomas. O processo ocorre de forma natural, pois o aluno aprende pelo uso e pela necessidade de interagir e se comunicar com o outro.

 

 

ABA Global School, única escola em Pernambuco com a metodologia canadense de educação bilíngue, Maple Bear.

 

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Asllyniky Oliveira
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